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Os Santos e Seus Anjos: Exemplos de Amizade Angélica

Os Santos e Seus Anjos: Exemplos de Amizade Angélica

Quando lemos as vidas dos santos, podemos ter certeza de que os anjos desempenharam um papel importante em sua formação espiritual e no desenvolvimento de suas vidas interiores, mas nem sempre encontramos evidências detalhadas disso em suas biografias, além de talvez uma breve menção de suas devoções ou orações.
Quando encontramos evidências de uma colaboração real - uma aliança entre os anjos e um dos servos de Deus - é um presente muito especial. Aqui também, entretanto, é útil fazer uma distinção entre o que é admirável e o que é imitável - entre os dotes místicos excepcionais que muitos santos experimentaram e as respostas heróicas, embora muitas vezes despercebidas, à influência angélica dada por outros.
Os escritos de grandes místicos como Teresa de Ávila, Verônica Giuliani ou Anne Catherine Emmerich revelam muitos insights maravilhosos sobre o mundo angélico, mas cada uma dessas mulheres santas - assim como seus anjos da guarda - diria a você que o aspecto mais importante de o papel dos anjos em suas vidas foi encontrado em sua compreensão da cruz, seu crescimento na caridade divina para com o próximo e, finalmente, sua transformação em Cristo. Os anjos são mensageiros dessas verdades, guias desses mistérios e mestres espirituais desse modo de vida.

Santos angelicais

Talvez o mais angelical de todos os santos seja Francisco de Assis. Ele se tornou conhecido em todo o mundo como o “Santo Seráfico”, e dentro da família franciscana ele é chamado de “Pai Seráfico”. Em outras palavras, seu amor por Jesus era tão grande, tão intenso, tão ardente que ele podia ser comparado. só para aquele coro mais alto de anjos. Assim como os serafins não simplesmente queimam com o amor de Deus, mas também inflamam os outros com esse amor, também São Francisco reuniu seguidores que pegaram fogo com o amor de Deus.



A semelhança de Deus que veio desse grande amor atingiu sua perfeição quando o Senhor enviou Seus serafins para selar São Francisco com as cinco chagas dos estigmas, imprimindo em sua carne as marcas da cruz. Toda era precisa redescobrir Francisco, porque essa redescoberta representa uma nova descoberta de Cristo Jesus. Para os cristãos de todas as faixas e para muitos fora da Igreja, o “amor seráfico” de São Francisco é uma prova misteriosamente atraente e fascinante da presença de Deus entre nós.
Embora a pequena igreja de São Damião seja sempre lembrada como o lugar onde Francisco começou sua missão, foi a igreja de Nossa Senhora dos Anjos que São Francisco mais amou em seus últimos anos, e foi lá que ele morreu. Esta pequena capela, agora encerrada em uma bela basílica, é o coração da família franciscana, e o título se tornou o nome distintamente franciscano de Maria. Inúmeras igrejas e capelas franciscanas - e até mesmo toda a cidade de Los Angeles - foram nomeadas em sua homenagem.
Quando Madre Angélica chegou a Irondale, Alabama, ela também não conseguia pensar em nenhum nome mais apropriado para a fundação da Clarissa do que a de Nossa Senhora dos Anjos. Este nome não apenas evoca o relacionamento especial da Imaculada com os mensageiros do Senhor, mas também evoca seu cuidado protetor - tão freqüentemente expresso por meios angélicos - sobre nós, seus filhos.
O grande teólogo franciscano e cardeal São Boaventura (1221-1274) continuou a devoção de Francisco aos anjos em seus próprios escritos místicos e teológicos. Ele ponderou sobre os dons angélicos e seus modos de conhecer e compilar uma lista devocional de suas atividades em favor das almas, extraídas das Escrituras. Seus estudos teológicos e escritos muitas vezes o levaram a experimentar a contemplação mística e concluir suas obras escritas no amor ao louvor de Deus - uma expressãoverdadeiramente seráfica da teologia franciscana.
Este artigo é de seus anjos ao nosso lado . Clique na imagem para saber mais.
Outro santo da Idade Média que é conhecido por seu relacionamento com os anjos é Santo Tomás de Aquino - conhecido como o "Doutor Angélico" devido à sua maravilhosa inteligência e sua capacidade de ver a verdade de todos os aspectos, quase como os anjos. si mesmos. No início de sua vida religiosa, Thomas experimentou uma notável graça de confirmação na castidade, quando dois anjos apareceram ao seu lado e envolveram uma tira (um cinto semelhante a uma corda) ao redor de sua cintura como símbolo desse dom divino. A Ordem Dominicana traduziu esta experiência mística em um movimento religioso chamado “A Guerra Angélica” para pessoas jovens e idosas manterem a pureza do corpo e do espírito. Os membros usam medalhas ou cordões especiais e participam de orações por esse dom de integridade de corpo e alma.
Tomás de Aquino é venerado em toda a Igreja como o patrono de todos os teólogos e o principal professor de todos os que estão em preparação para o sacerdócio. A coleção de orações que ele compôs para a festa de Corpus Christi é a fonte dos hinos usados ​​em Benediction em todo o mundo católico. Nesses hinos e em suas outras orações, vemos a alma de Tomás ascendendo a Deus, sua mente e coração buscando somente Ele e Ele, ao mesmo tempo em que dedicava todos os seus esforços físicos e mentais a levar seus semelhantes à beleza que ele havia contemplado. A pureza de seu pensamento nunca foi superada, e o amor apaixonado de seu coração nunca foi esquecido.
O grande beneditino St. Hildegard de Bingen (1098-1179) nos fornece um extraordinário exemplo de vida angélico-monástica. Ela entendeu sua vocação como uma imitação da vida de louvor e glória oferecida ao Senhor pelos anjos, que ela expressou em seus escritos, as ilustrações de seus manuscritos e, especialmente, sua música. St. Hildegard é um exemplo extraordinário de uma mulher que usou todos os seus talentos humanos, habilidades e criatividade para traduzir suas ilusões mentais e místicas para que outros pudessem se beneficiar delas.
Ela fez grandes verdades perceptíveis aos sentidos. Nas requintadas miniaturas que traduzem suas visões em imagens, vemos a queda dos anjos na forma de estrelas negras que perderam toda a sua luz e foram lançadas à terra. Ela viu os nove coros dispostos em nove círculos concêntricos ao redor do Deus Todo-Poderoso, cada coro e esfera exibindo suas próprias características, em uma síntese maravilhosa de suas próprias visões e da teologia de Dionísio. Embora tenha sido objeto de muitas controvérsias durante sua vida, sua missão na vida da Igreja assumiu um novo ímpeto e brilho quando o Papa Bento XVI declarou que ela era uma doutora da Igreja em 2012.

Anjos ao seu lado

Na vida dos santos, também encontramos muitos homens e mulheres simples para os quais os anjos eram companheiros e ajudantes em sua vida e trabalho diários. São Isidoro, o Fazendeiro , que é venerado em toda a Espanha e no mundo hispânico, recebeu assistência dos anjos com seu trabalho nos campos. Dizem que ele se envolveria em oração e os anjos continuariam sua lavra e outros trabalhos para ele.
Os anjos vieram repetidamente para a Beata Anna Maria Taigi (1769-1837), a pobre dona de casa romana e mãe de sete filhos que foram agraciados por Deus com dons extraordinários de profecia e oração. Embora analfabeta, ela foi capaz de ver os eventos do passado, presente e futuro - tudo com o propósito de trazer conforto e força para a Igreja de Cristo e para as almas que estavam sobrecarregadas com pesadas cruzes. Mas esses dons não eram a fonte de sua santidade; Anna Maria era em primeiro lugar uma esposa e mãe. Seu marido era um homem bom, mas sem instrução, que às vezes tinha um temperamento difícil. Seus filhos eram sua preocupação constante, mesmo depois de se casarem e saírem de casa.
Anna Maria Taigi fez tudo na presença de seu anjo da guarda, enviando-o para trazer conforto aos doentes e proteção àqueles que foram tentados. Podemos fazer o mesmo: todos os dias podemos falar aos anjos dos pobres, dos doentes e dos estranhos que vemos nas ruas. Se você se distrair com alguém na igreja, fale com o anjo da guarda dessa pessoa, peça desculpas por sua distração e diga a ele que você ore para que seu trabalho seja bem sucedido neste dia e que ele aproxime seu encargo de Cristo.
Há muitas riquezas a serem encontradas no mundo dos anjos à medida que crescemos em nossa compreensão de como o Senhor une o anjo e o homem em Seu serviço e para Sua glória. Todos os dias, quando abrimos as Sagradas Escrituras, pedimos ao Senhor que se revele a nós, para abrir nossa mente e nosso coração: “Santo anjo, ajuda-me. Tire de mim toda a indiferença e mesquinhez da mente. Deixe-me ver as maravilhas do Senhor em toda a sua plenitude e glória. Deixe-me crescer em discipulado. Deixe-me perceber a vocação que Deus me deu.
O Senhor chama cada um de nós pelo nome para amá-lo. Toda manhã, quando acordamos, nosso primeiro pensamento deve ser: “Hoje posso dar glória a Deus. Hoje sou amado por Deus. Hoje o anjo está ao meu lado. Minha Mãe Celestial cuida de mim. O Senhor Jesus me chama. ”Quando começamos nosso dia assim, começamos com a alegria e a vitalidade da graça do Evangelho e da vida da Igreja. Todas as manhãs, peçamos ao Senhor que nos dê a visão clara de ver a Sua vontade, para que possamos nos tornar Seus instrumentos e para que possamos ser guardiões dos outros, administrando os dons de Deus dentro deles e cooperando com Sua graça, para que com nossos irmãos mais velhos, os anjos e os santos, poderíamos louvá-lo sempre.
Nota do editor: Este artigo é adaptado de um capítulo em pe. Seus Anjos de Horgan  ao Nosso Lado: Entendendo Seu Poder em Nossas Almas e no Mundo ,  que está disponível no Sophia Institute Press

Fonte: https://catholicexchange.com/thank-the-lord-for-your-guardian-angel
Formação Leoninas | Clevinho Maia

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HISTÓRIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS. Vida e Obra de São Francisco de Assis.b

São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182. Era filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre da Provença.  Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com ostentações. Porém, os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito menos os estudos. O que ele queria mesmo era se divertir. Porém, São Boaventura, seu contemporâneo, escreveu sobre ele: “Mas, com o auxílio divino, jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua companhia”.

Vida de São Francisco

Na juventude de Francisco, por volta de seus vinte anos, uma guerra começou entre as cidades italianas chamadas Perugia e Assis. Ele queria combater em Espoleto, entre Assis e Roma, mas caiu enfermo. Durante a doença, Francisco ouviu uma voz sobrenatural. Esta lhe pedia para ele "servir ao amor e ao Servo". Pouco a pouco, com muita oração, Francisco sentiu em seu coração a necessidade de vender seus bens e “comprar a pérola preciosa” sobre a qual ele lera no Evangelho.
Certa vez, ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele passou a fazer visitas e a servir aos doentes que sem encontravam nos hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o dinheiro que tivesse no momento.

O Chamado

Num dia simples, mas muito especial, num momento em que Francisco rezava sozinho na Igreja de São Damião, em Assis, ele sentiu que o crucifixo falava com ele,  repetindo por três vezes a frase que ficou famosa: "Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas". O santo vendeu tudo o que tinha e levou o dinheiro ao padre da Igreja de São Damião, e pediu permissão para viver com ele. Francisco tinha vinte e cinco anos.
Pedro Bernardone, ao saber o que seu filho tinha feito, foi busca-lo indignado, levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés. A mãe, porém, o libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião. Seu pai foi de novo buscá-lo. Mandou que ele voltasse para casa ou que renunciasse à sua herança. Francisco então renunciou a toda a herança e disse: "As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las". Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”.

Renúncia de São Francisco de Assis

Para reparar a Igreja de São Damião, Francisco pedia esmola em Assis. Terminado esse trabalho, começou reformar a Igreja de São Pedro. Depois, ele retirou-se para morar numa capela com o nome de Porciúncula. Ela fazia parte da abadia de Monte Subasio, cuidada pelos beneditinos. Ali o céu lhe mostrou o que realmente esperava dele.
O trecho do Evangelho da Missa daquele dia dizia: "Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias...” A estas palavras, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.

Milagres de São Francisco de Assis

Deus lhe concedeu o dom da profecia e o dos milagres. Quando Francisco pedia esmolas com o fim de restaurar a Igreja de São Damião, ele dizia: "Um dia haverá ali um convento de religiosas, em cujo nome se glorificará o Senhor e a Igreja". A profecia se confirmou cinco depois com Santa Clara e suas religiosas. Ao curar, com um beijo, o câncer que havia desfigurado o rosto de um homem, São Boaventura comentou para São Francisco de Assis: "Não se há que admirar mais o beijo do que o milagre?"

Fundação da Ordem dos Frades Menores (O.F.M.)

Francisco começou a anunciar a verdade, no ardor do Espírito de Cristo. Convidou outros a se associarem a ele na busca da perfeita santidade, insistindo para que levassem uma vida de penitência. Alguns começaram a praticar a penitência e em seguida se associaram a ele, partilhando a mesma vida. O humilde São Francisco de Assis decidiu que eles se chamariam Frades Menores.
Surgiram assim os primeiros 12 discípulos que, segundo registram alguns documentos, “foram homens de tão grande santidade que, desde os Apóstolos até hoje, não viu o mundo homens tão maravilhosos e santos”. O próprio Francisco disse em testamento: “Aqueles que vinham abraçar esta vida, distribuíam aos pobres tudo o que tinham. Contentavam-se só com uma túnica, uma corda e um par de calções, e não queriam mais nada”. Os novos apóstolos reuniram-se em torno da pequena igreja da Porciúncula, ou Santa Maria dos Anjos, que passou a ser o berço da Ordem.

A nova ordem religiosa de São Fracisco de Assis

Em 1210, quando o grupo contava com doze membros, São Francisco de Assis redigiu uma regra pequena e informal. Esta regra era, na sua maioria, os conselhos de Jesus para que possamos alcançar a perfeição. Com ela foram à Roma apresentá-la ao Sumo Pontífice. Lá, porém,relutavam em aprovar a nova comunidade. Eles achavam que o ideal de Francisco eramuito rígidoa respeito da pobreza. Por fim, porém, um cardeal afirmou: "Não podemos proibir que vivam como Cristo mandou no Evangelho".
Receberam a aprovação e voltaram a Assis, vivendo na pobreza, em oração, em santa alegria e grande fraternidade, junto a Igreja da Porciúncula. Mais tarde, Inocêncio III mandou chamar São Francisco de Assis e aprovou a regra verbalmente. Logo em seguida o papa impôs a eles o corte dos cabelos, e lhes enviou em missão de pregarem a penitência.

São Francisco de Assis, um exemplo de vida

São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.
A santidade de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma jovem, filha do Conde de SassoRosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual. Nascia assim a Ordem Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.

Sabedoria divina

Certa vez, São Francisco de Assis, sentindo-se fortemente tentado pela impureza, deitou-se sem roupas sobre a neve. Outra vez, num momento de tentação ainda mais violenta, ele rolou sobre espinhos para não pecar e vencer suas inclinações carnais.
Sua humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas na convicção de que "ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais". Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismo.
Uma vez contaram-lhe que um dos irmãos amava tanto o silêncio que até quando ia se confessar, fazia-o por sinais. São Francisco respondeu desgostoso:"Isso não procede do Espírito de Deus, mas sim do demônio; é uma tentação e não um ato de virtude". Francisco tinha o dom da sabedoria. Certa vez, um frade lhe pediu permissão para estudar. Francisco respondeu que, se o frade repetisse com amor e devoção a oração "Glória ao Pai", se tornaria sábio aos olhos de Deus. Ele mesmo, Francisco, era um grande exemplo da sabedoria dessa maneira adquirida.

São Francisco de Assis e os animais

A proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden.

Os estigmas de São Franscisco de Assis

Dois anos antes de sua morte, tendo Francisco ido ao Monte Alverne em companhia de alguns de seus frades mais íntimos, pôs-se em oração fervorosa e foi objeto de uma graça insigne.
Na figura de um serafim de seis asas apareceu-lhe Nosso Senhor crucificado que, depois de entreter-se com ele em doce colóquio, partiu deixando-lhe impressos no corpo os sagrados estigmas da Paixão. Assim, esse discípulo de Cristo, que tanto desejara assemelhar-se a Ele, obteve mais este traço de similitude com o Divino Salvador.

Devoção a São Francisco de Assis

No verão de 1225, Francisco esteve tão enfermo, que o cardeal Ugolino e o irmão Elias o levaram ao médico do Papa, em Rieti. São Francisco de Assis perguntou a verdade e lhe dissessem que lhe restava apenas umas semanas de vida. "Bem vinda, irmã Morte!", exclamou o santo.
Em seguida pediu para ser levado à Porciúncula. Morreu no dia três de outubro de 1226, com menos de 45 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor. Ele queria ser sepultado no cemitério dos criminosos, mas seus irmãos o levaram em solene procissão à Igreja de São Jorge, em Assis.
Ali esteve depositado até dois anos depois da canonização. Em 1230, foi secretamente trasladado à grande basílica construída pelo irmão Elias. Ele foi canonizado apenas dois anos depois da morte, em 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa é celebrada em 04 de outubro.

Oração a São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Apostolado Padre Gabriele Amorth
 
Devotos São miguel Arcanjo Divinopolis.  by Clevinho Maia
HISTÓRIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS. Vida e Obra de São Francisco de Assis.b